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01/06/2013

Brasil lidera adoção de Biotecnologia no Mundo

Desde o princípio da adoção de biotecnologia na agricultura brasileira, o País tem sido destaque neste setor. A maior segurança trazida por estas tecnologias sem dúvida fez com que os agricultores investissem mais em tecnologia nas suas lavouras que, ao combinarem com outras práticas de manejo, culminaram com aumentos significativos na produtividade das culturas. Principalmente após o início do uso de OGMs (organismos geneticamente modificados) nas lavouras de milho, soja e algodão, este destaque em nível mundial se ampliou consideravelmente.
 
 
Atualmente no Brasil, contabilizando os eventos simples e suas combinações, existem seis eventos liberados comercialmente para a cultura da soja, 11 eventos para o algodão e 19 para o milho. Na sua totalidade são eventos para proteção de plantas contra insetos, plantas daninhas e suas combinações. Em fase de aprovação na CTNBio há cerca de dez eventos.
 
A adoção de produtos transgênicos pelos agricultores brasileiros foi muito rápida. Este comportamento é fruto da relação de disponibilidade da tecnologia versus necessidade ou benefício percebido pelas mesmas. Um bom exemplo de taxa de adoção rápida de OGM no Brasil é a tecnologia Bt no milho. D e 2007 até a safra passada alcançou índice de 76% de adoção. Hoje o Brasil é referência nesta área, liderando o ranking de crescimento da área plantada com transgênicos pelo quarto ano consecutivo.

No último ano a área plantada com OGMs no mundo cresceu 6%, passando de 160 milhões de hectares para 170,3 milhões de hectares. Neste mesmo período a área plantada com transgênicos no Brasil cresceu 21% e passou de 30,3 milhões de hectares para 36,6 milhões de hectares. Ou seja, entre 2011 e 2012, o Brasil representou 61,2% do aumento da adoção de OGMs no mundo. Os Estados Unidos, que correspondia até pouco tempo atrás por mais da metade da área plantada com OGMs, hoje possui 40,8% deste total (69,5 milhões de hectares). Já o Brasil alcançou o segundo lugar com 21,5% desta área (36,6 milhões de hectares), passando nos últimos anos a Argentina que tem 14% (23,9 milhões de hectares). A diferença para o líder Estados Unidos em seis anos caiu mais de 10 milhões de hectares e hoje está em 32,9 milhões de hectares.


Hoje no Brasil são plantados somente produtos transgênicos de algodão, soja e milho. No Brasil estas taxas em 2012 foram de 50% no algodão, enquanto o milho teve uma taxa de adoção de 76% e nas lavouras de soja este número chegou a 89%. Neste período entre 2011 e 2012 as lavouras de algodão no Brasil se mantiveram com a área estável, as lavouras de soja tiveram um aumento de 16% (3,3 milhões de hectares) e as lavouras de milho transgênico aumentaram 33% (3 milhões de hectares).

Este crescimento acelerado se deve aos diversos benefícios que os OGMs possuem em relação aos produtos convencionais. Entre os principais podemos citar a maior flexibilidade no manejo da lavoura e a melhor racionalização no uso de inseticidas, máquinas e implementos. Estes benefícios no conjunto têm proporcionado maior segurança, proteção ao meio ambiente, qualidade da produção e resultados nas lavouras.

Autor: João Roberto Dreher - Coord. Marketing Corporativo BioGene