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Artigos

08/01/2015

Manejo de Percevejo na Soja

Importância da Praga

Percevejos são insetos sugadores com enorme potencial de ocasionar prejuízos na cultura da soja. Embora estejam presentes desde o período vegetativo da cultura, é no período reprodutivo que ocorrem os prejuízos. De todos eles, a espécie que merece destaque nas práticas de manejo da lavoura é o Percevejo Marrom Euschistus heros (Figura 1), por ser considerado o mais abundante nas lavouras de soja do Brasil.
 
 
Espécie e Descrição
 
O Percevejo Marrom, Euschistus heros, é um inseto sugador pertencente à família Pentatomidae. A soja é a principal planta hospedeira desta praga e após sua colheita ela pode sobreviver, alimentando-se de outras plantas hospedeiras (daninhas ou cultivadas). Além disso, nos períodos mais frios entra em diapausa - redução do crescimento e do desenvolvimento de insetos e outros animais - até o início da nova safra.

 
Biologia e Danos
 
O ciclo biológico do Percevejo Marrom compreende a colocação dos ovos em forma de colunas, geralmente duas, de cor amarela, possuindo de 6 a 15 ovos (Figura 2). Logo esses ovos passam a adquirir cor bege e por fim ficam róseas. As Ninfas na fase inicial possuem cor marrom-clara ou amarelada e tornam-se acinzentadas ou esverdeadas. No total o Percevejo Marrom passa por cinco instares até chegar na fase adulta, compreendendo um período de dias em cada Instar, conforme ilustra o quadro abaixo:
 
Na fase adulta o Percevejo Marrom desenvolve expansões laterais, com formato de espinhos ponteagudos. Essa praga possui o hábito de se esconder nos períodos mais quentes do dia e sai para se alimentar nos períodos mais frescos, ao amanhecer ou entardecer, ficando assim, mais exposto ao controle químico nesses períodos. Os percevejos podem atacar ramos e hastes, porém, o maior prejuízo ocorre quando atacam vagens em formação, ocasionando má formação de grãos, “grãos chochos”, ou ainda a sua ausência. Quando grãos são destinados para sementes, esses poderão ter sua qualidade fisiológica muito afetada. A fase de maior susceptibilidade da cultura da soja ocorre em R4 (final de desenvolvimento de vagens), de acordo com a Figura 3. Por isso, o correto levantamento populacional e identificação do Instar do Percevejo nos períodos que antecedem essa fase são essenciais para realizar um bom controle e, assim, evitar possíveis prejuízos.
 
 
 
Manejo e Controle
 
O controle químico é uma das principais estratégias para evitar ou reduzir os danos causa- dos pelos percevejos. A correta identificação dos mesmos é muito importante para determinar os níveis de infestação e, assim, definir a época e a prática mais adequadas para o controle. O controle deve ser realizado na fase reprodutiva da soja, sempre que a população for maior ou igual a 2 Percevejos por pano de batida. O monitoramento deve ser iniciado no início da fase reprodutiva, pois poderá ser necessária uma antecipação das aplicações, caso seja identificado uma população muito elevada no período pré R4.

 
Considerações
 
O controle deve ser sempre realizado na fase reprodutiva da soja. Podemos concluir, então, que o sucesso do controle dessa praga está no monitoramento populacional adequado, aliado à correta identificação do Instar de desenvolvimento e à fase crítica de danos na cultura da soja. É importante lembrar que o agricultor deve monitorar a lavoura frequentemente, com práticas de manejo de resistência de insetos, como rotação de ativos. Para saber quais são os inseticidas registrados para o controle do Percevejo Marrom na soja, visite o site do Ministério da Agricultura.
Autor: Marcelo Alexandre Detomasi - Coordenador de Agronomia BioGene para MS/SP