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Artigos

03/05/2017

Como Começar o Planejamento da Próxima Safra?

Por Bruno Brito¹

Elaborar um plano para a próxima safra é uma atividade relacionada à gestão e administração da propriedade que faz parte da preparação, organização e estruturação de um objetivo. O empresário agrícola atual não tem uma data determinada para realizar o planejamento da safra. Com o dinamismo e as mudanças de mercado, clima e tecnologias, o planejamento deve se tornar parte da rotina dentro da atividade e estar em constante aprimoramento.

As vantagens de se implementar um bom planejamento das atividades, permite racionalizar os custos e alcançar maiores produtividades e, consequentemente, obter maiores lucros.

Cenário atual

De acordo com informações da Conab, a estimativa de produção de grãos é de aproximadamente 227 milhões de toneladas, número 22% superior ao ano passado. Isso se dá em decorrência de um aumento na área plantada de 3%, e ao aumento da produtividade. Entre as culturas que tiveram aumento mais significativo estão o milho (37%), a soja (15,4%), e o feijão (33%). Outro fator que contribuiu positivamente para esta estimativa foi o clima favorável de Norte a Sul.

Neste contexto, o agricultor inicia o planejamento da safra 2017/2018 com uma projeção de crescimento de área e produtividade, em um momento muito positivo para tomada de decisões.

Definidas as prioridades dentro do planejamento, o primeiro passo a ser dado é a escolha da principal cultura a ser cultivada. O agricultor brasileiro é sojicultor por excelência e, normalmente, é esta a cultura que norteia as principais decisões dentro do planejamento de curto prazo da safra, especialmente o percentual do plantio. No entanto, é importante, e cada vez mais lucrativo, o cultivo da 2ª safra, que sofre variação de acordo com a aptidão da área e da cultura nas principais regiões agrícolas do País, podendo ser: milho, feijão, trigo, aveia, entre outras. A 2ª safra é considerada, neste caso, como planejamento de médio prazo. E, por fim, o planejamento de longo prazo, estabelece as tendências da safra do ano seguinte.

Algumas boas práticas dentro deste contexto são:

  • Avaliar a necessidade de empréstimos para custeio da lavoura;
  • Gestão dos custos fixos e variáveis;
  • Compra antecipada de insumos;
  • Negociação antecipada da produção;
  • Tendência de evolução dos preços;
  • Variações da “taxa de câmbio” anual;
  • Tendências do clima na região;
  • Participação em feiras agrícolas e eventos da região;
  • Interação com agricultores bem-sucedidos da região;
  • Escolha dos fornecedores de insumos.

A escolha dos materiais que serão plantados deve receber atenção especial de acordo com o objetivo planejado. Pode-se optar por variedades e/ou cultivares mais produtivas, com maior tolerância às principais doenças, e ainda pelas melhores tecnologias disponíveis no mercado, etc. O importante é encontrar um fornecedor de sementes confiável e capaz de acompanhar o desenvolvimento da sua lavoura.

Busque experiência com outros fornecedores de insumos e novos produtos. Todos os anos, as empresas lançam novos produtos e tecnologias, e é importante que o agricultor reserve parte da sua área de cultivo para experimentar in loco novas cultivares, híbridos, e insumos em geral.

¹ Gerente de Contas da BioGene