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15/07/2016

Soja: No auge do mercado climático americano, mercado abandona estabilidade e tem nova realização de lucros

A sexta-feira (15) deve ser de alta volatilidade para o mercado de grãos na Bolsa de Chicago. Os futuros da soja abandonaram a estabilidade observada um pouco mais cedo, deixaram as leves altas para trás e, por volta das 8h45 (horário de Brasília), as posições mais negociadas perdiam mais de 20 pontos, levando o novembro/16 a ser negociado a US$ 10,36 por bushel. 

O mercado futuro de grãos norte-americano vem obedecendo à volatilidade típica desse período em que as previsões climáticas diárias são as principais responsáveis pelo comportamento dos preços. 

As indicações são de que, nos próximos dias, as temperaturas podem ficar mais amenas no Meio-Oeste americano, porém, voltam a subir intensamente no final de julho. Além disso, para todo este mês, as chuvas deverão ficar, segundo informações do NOAA - o departamento oficial de clima dos EUA - abaixo da média para o período. 

Segundo explicam analistas, esse forte sobe e desce das cotações deverá ser o padrão dos negócios até que a nova safra dos EUA esteja concluída, com os fundos aproveitando os momentos de expressivas altas ou baixas para realinhar suas posições. E só então, os traders deverão voltar a dar mais peso aos demais fundamentos, principalmente os de oferta ajusta e demanda forte. 

Nesse cenário, para Vlamir Brandalizze, consultor de mercado da Brandalizze Consulting, os preços em Chicago deverão atuar entre US$ 10,50 e US$ 11,20 por bushel. A mudança poderia vir, no entanto, com a chegada de alguma informação que pudesse interferir de forma severa e definitiva na nova safra americana. 

As últimas previsões indicam, como explica o consultor, que o final de semana deverá ser de chuvas um pouco mais fortes nos estados de Illinois e Iowa. "Principalmente, como as chuvas mais fortes podem acontecer em Illinois na região de Chicago, existe sempre aquele fator que é o start do operador. Se olha pelas janelas das corretoras e vê as chuvas, o primeiro impacto é de uma corrida em busca de lucros sobre um mercado que vinha em alta", diz.