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Notícias

01/08/2016

Desempenho do frango vivo em julho e nos sete primeiros meses de 2016

Ao contrário do esperado, em julho de 2016 o frango vivo comercializado no interior paulista apresentou comportamento diferente do observado nos três anos anteriores - 2013, 2014 e 2015. Pois, neles, julho foi encerrado com valorização em relação ao preço inicial do mês, fato que não ocorreu neste ano.

Em síntese, para o frango vivo paulista julho de 2016 terminou exatamente como começou: com a cotação “congelada” em R$2,95/kg, valor que veio de lá de trás, de 16 de junho passado. E que, portanto, estará completando hoje 47 dias de vigência se nada de diferente ocorrer neste primeiro dia útil de agosto. 

Claro que, tanto em relação ao mês anterior como a todo o primeiro semestre de 2016, o desempenho registrado em julho foi superior. No mês, o ganho andou em torno de 5%, ao mesmo tempo em que se superaram os valores médios atingidos nos seis primeiros meses do ano.

E ainda que, comparativamente a julho de 2015, tenha sido registrada valorização superior a 11% - ou seja, superou-se a inflação anual, por ora estimada em menos de 9% - é impossível ignorar que o valor registrado neste último mês (e que corresponde apenas a um referencial, pois durante todo o período houve negócios a preços inferiores) ainda permanece aquém do que foi registrado no último trimestre do ano passado. Sob condições de produção absolutamente diferentes.

O que se quer dizer é que, com o valor alcançado pelo frango vivo entre outubro e dezembro de 2015 (R$3,00/kg, em valores arredondados), o produtor adquiria então, para cada tonelada de frango vivo comercializada, em torno de cinco toneladas de milho (relação de 1:5). Pois em julho passado essa relação caiu para cerca de 1:3,8, ou seja, o mesmo volume de frango vivo adquiriu pouco mais de três quartos do volume anterior de milho.

Como a alta envolve o principal fator de produção do frango, alterando radicalmente os parâmetros de custo, é óbvio que perdem o sentido todas as análises comparando, como é tradicional, o desempenho do setor com os índices inflacionários registrados no País. Mas esse tende a ser o enfoque dado ao frango pelos órgãos oficiais e analistas em geral. Em decorrência, a efetiva situação econômica do setor continuará encoberta, dando-se pouca ou nenhuma ênfase aos contínuos prejuízos que a atividade vem enfrentando e às dificuldades crescentes para manter a produção dentro da rotina habitual de expansão contínua.
Fonte: Avisite