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04/08/2016

Preço do milho deve continuar em alta, diz Paolinelli

Com a estimativa de quebra de até 7 milhões de toneladas na produção da safrinha e a demanda aquecida (tanto no mercado interno quanto externo), os preços do milho não deverão baixar dos R$ 45,00 a R$ 50,00 a saca (de 60 kg). A afirmação é de  Alysson Paolinelli, presidente da Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho).

“As agroindústrias brasileiras não diminuíram sua produção porque precisam atender aos seus contratos, a produção de leite se mantém e até aumenta, e o mercado externo é demandante para o nosso milho”, explica ele, ressaltando que a balança está bastante favorável para o lado do produtor.

Paolinelli afirma que analistas de mercado corroboram sua visão sobre esse cenário de perdas na lavoura, aumento de preço e tendências para a safra 2016/17: “Goiás, por exemplo, está com 65% da área colhida até o momento, e enfrentando sérias perdas por conta dos problemas climáticos. Isto vai levar a uma produção de apenas 65 sacas/ha diferente dos anos anteriores quando foram produzidas 100 sacas/ha”.     

O dirigente sustenta que o Brasil pode assumir a posição de maior produtor mundial de milho, desde que o governo federal invista em políticas públicas radicais nas áreas de financiamento da produção, pesquisa e infraestrutura de escoamento. “Países que quiseram se tornar importantes players no milho, investiram nestes setores e cresceram, nós que temos ainda muita terra para plantar, estamos marcando passo. Ou o Brasil assume uma postura de líder, ou avisa ao mercado que não tem competência e dá o lado para os que têm, e se isto acontecer, será muito triste”, avalia. 

O presidente da Abramilho avisa que o momento é propício aos produtores, que poderão amenizar as contas dos passivos que vêm acumulando por vários anos: “Mesmo com um ano ruim na qualidade do grão, será um ano de preços que vão ajudar ao produtor e isto é bastante positivo”. 

Sobre o próximo ciclo, Paolinelli comenta que as previsões de uma safra maior podem se concretizar caso o clima e o governo ajudem. “Estão falando por aí em 90 milhões de toneladas. Se isto acontecer vai ser ótimo porque poderemos manter nossa posição de exportador, duramente conquistada e ainda, suprir o mercado interno”, conclui.

Fonte: Agrolink