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Notícias

09/08/2016

Exportações de MG crescem 23,5%

As exportações do agronegócio de Minas Gerais encerraram os primeiros sete meses do ano com retração de 5,9% no faturamento, que alcançou US$ 4 bilhões, ante o valor de US$ 4,35 bilhões verificado em igual período do ano anterior. O resultado negativo se deve à queda nos preços da tonelada, que recuou em média 23,8%, enquanto o volume embarcado cresceu 23,5%. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

De acordo com o levantamento, Minas Gerais negociou com o exterior 5,6 milhões de toneladas de produtos agropecuários ao longo dos primeiros sete meses do ano, incremento de 23,5% sobre o volume movimentado entre janeiro e julho de 2015, quando as exportações totalizaram 4,5 milhões de toneladas.

No período, o valor médio pago pela tonelada ficou em US$ 721,76, preço 23,8% inferior aos US$ 947,28 praticados anteriormente.

Mesmo com a queda de 5,9% no faturamento, a participação das exportações do agronegócio na balança comercial de Minas Gerais ficou maior. Os dados da Seapa mostram que no acumulado de janeiro a julho de 2016 a participação alcançou 34,7%, ante o índice de 33,4% registrado em igual período do ano anterior.

Entre janeiro e julho, as importações do setor cresceram 2,1% em faturamento e 8,9% em volume, que ficaram em US$ 270 milhões e 228,1 mil toneladas, respectivamente. Com o resultado, a balança comercial do agronegócio de Minas Gerais gerou um superávit de US$ 3,8 bilhões, valor 6,5% inferior ao obtido em igual período do ano anterior. O saldo em volume foi de 5,4 milhões de toneladas, alta de 24,2%.

“Apesar da queda no faturamento, a participação do agronegócio na pauta exportadora do Estado é crescente e hoje representa 34,7%. O setor também mostra a importância no saldo comercial do agronegócio, US$ 3,82 bilhões, respondendo por 47,8% do salto total do Estado”, explicou o superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez.

O café, principal produto do setor agropecuário, apresentou queda de 19% em receita, US$ 1,71 bilhão, e aumento de 4,4% no volume, com o embarque de 684 mil toneladas do produto ao exterior. O impacto negativo veio do preço pago pela tonelada, enquanto em 2015 o volume estava cotado a US$ 3,23 mil, este ano, o café é negociado a US$ 2,52 mil, recuou de 21,9%.

“O café é o principal produto do agronegócio do Estado e responde por 42% da receita gerada com as exportações. O índice de participação ficou menor no acumulado dos sete primeiros meses de 2016, já que nos anos anteriores a participação ficava acima de 50%. Isto mostra que outros produtos estão elevando a participação, como o grupo de soja, por exemplo”.

Soja

No complexo soja, as exportações somaram US$ 810 milhões, com a comercialização de 2,1 mil toneladas, alta de 14,5% e 24,7%, respectivamente.  Somente os embarques de soja em grãos cresceram 19,9% em faturamento, que encerrou o período em US$ 765,5 milhões. Ao todo foram 2 mil toneladas negociadas com o mercado externo, alta de 28,1%.

“O complexo soja vem ampliando a participação nas exportações. O grupo responde por 19,8% dos embarques do agronegócio”, explicou Albanez.

Outro setor que também vem conquistando espaço nas exportações é o sucroalcooleiro. De acordo com os dados divulgados pela Seapa, foram embarcadas 1,6 mil toneladas do setor, alta de 40,8%. Em relação ao faturamento, US$ 533 milhões, o incremento foi de 38,8%. O grupo responde por 13% das exportações do agronegócio mineiro.

Os embarques de açúcar somaram US$ 515,9 milhões com a negociação de 1,59 mil toneladas, alta de 37,7% e 40,4%, respectivamente. Entre janeiro e julho, Minas exportou 22,6 mil toneladas de etanol, aumento de 83,2%. Em faturamento, a alta ficou em 94,5% com a movimentação de US$ 16,1 milhões.

No grupo das carnes, as exportações cresceram 1,4% em valor e 12,4% em volume, movimentando US$ 468 milhões com a exportação de 222 mil toneladas.

O volume de carne bovina exportada aumentou 8,3% sendo destinadas ao mercado internacional 58,5 mil toneladas. O faturamento ficou em US$ 220, alta de 1%.

O desempenho da carne suína também foi positivo. Foram exportadas 12,9 mil toneladas do produto, o que gerou receita de US$ 22,2 milhões, alta de 67,2% e 32,7%, respectivamente.

Já as exportações de carne de frango recuaram 1,5% em faturamento, US$ 187 milhões, e cresceram 11,7% em volume, com o embarque de 135 mil toneladas.