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12/08/2016

Renda no campo em Mato Grosso deve ser R$ 1,8 bi maior em 2016 puxada pela soja

Os ganhos da porteira para dentro em Mato Grosso devem ser R$ 1,8 bilhão, aproximadamente, superiores a 2015. Ao menos se o ano tivesse encerrado em julho seria. No sétimo mês de 2016 era apontado um Valor Bruto da Produção de R$ 72,4 bilhões para o Estado. O valor é superior aos R$ 70,5 bilhões do ano passado previstos nessa época. O volume é puxado pela soja diante um salto de R$ 29,7 bilhões para R$ 32,6 bilhões, motivado pela sua valorização no mercado interno.

Dos R$ 72,4 bilhões previstos para o Estado, R$ 57,6 bilhões correspondem a renda da porteira para dentro nas lavouras e R$ 14,7 bilhões da pecuária.

Os números do Valor Bruto da Produção (VBP) são da Coordenação-Geral de Estudos e Análises da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). 

O Valor Bruto da Produção, como o Agro Olhar já destacou, corresponde ao faturamento bruto dentro das propriedades. O cálculo é realizado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores brasileiros, o valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Mato Grosso colheu 1,1 milhão de toneladas de soja no ciclo 2015/2016 a menos que na safra 2014/2015. Entretanto, os preços da saca de 60 quilos estão valorizados. Em julho, a saca ficou em média R$ 75,23 no Estado, valor acima dos R$ 57,25 no mês o ano passado. Tal fator é o que puxa para cima a perspectiva de R$ 32,6 bilhões o Valor Bruto da Produção para a cultura.

Para o algodão são apontados R$ 11,9 bilhões, receita superior aos R$ 10,9 bilhões do ano passado. Em julho, a arroba do algodão ficou em R$ 80,85 em média no Estado, acima dos R$ 64,86 do ano passado.

Já o milho, estima-se R$ 10,2 bilhões, abaixo dos R$ 11 bilhões do ano passado. Além do recuo de 7 milhões de toneladas nesta safra, a saca de 60 quilos do cereal em julho ficou na média de R$ 28,60, abaixo dos R$ 31,60 constatados em junho.

Na pecuária bovina, a previsão é de recuo de R$ 11,3 bilhões para R$ 10,6 bilhões. O baixo estoque de animais destinados ao abate, no caso dos machos, e da retenção de fêmeas é o principal fator para o resultado. 

A suinocultura deve fechar com R$ 714,4 milhões e na produção de frango R$ 2,1 bilhões.