Skip Ribbon Commands
Skip to main content
Navigate Up
Sign In
Você está em: Skip Navigation LinksBioGene / Media Center / Notícias

Notícias

16/08/2016

Milho: Em Chicago, cotações trabalham com altas tímidas nesta 3ª feira e esperam novas informações

Na sessão desta terça-feira (16), os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago trabalham em campo positivo, porém, com estabilidade. Os preços, por volta de 8h30 (horário de Brasília), subiam entre 0,50 e 2 pontos nos principais vencimentos, com o contrato setembro/16 valendo US$ 3,27 e o dezembro/16 cotado a US$ 3,37.

O mercado internacional aguarda por novidades, como explicam analistas internacionais, para voltar a registrar oscilações mais expressivas, uma vez que já são conhecidas as boas condições da nova safra americana, a qual também esbarra em uma demanda forte e crescente.

No reporte semanal de acompanhamento de safras, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) indicou a continuidade de 74% das lavouras do cereal em boas ou excelentes condições, confirmando a possibilidade de se alcançar as 384 milhões de toneladas estimadas pela instituição. No entanto, o portal internacional Farm Futures esperava uma queda de dois pontos percentuais no índice.

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Milho encerra o dia com forte alta na BM&F, mas preços voltam a ceder no físico nesta 2ª feira

A segunda-feira (15) foi positiva para as cotações do milho na BM&F e o mercado futuro brasileiro do cereal encerrrou o dia com altas de 1,20% a 2,30% entre os principais vencimentos. O setembro/16 encerrou seus negócios a R$ 44,45, enquanto o novembro/16 foi a R$ 44,82 por saca.

Como explicou o diretor da Foco Investimentos, Marcos Hildebrandt, o movimento positivo das cotações chega depois de alguns pregões de queda, com os investidores producurando um movimento de correção técnica. "Quem estava vendido, recomprou para garantir seu lucro", diz. "Já entre os fundamentos, ainda não conseguimos observar nenhuma alteração", completa.

E os ganhos vieram mesmo diante de uma movimentação fraca do dólar frente ao real nesta segunda-feira. A moeda norte-americana atuou, durante todo o dia, em campo negativo, mas encerrou os negócios com uma leve alta de apenas 0,11% para fechar com R$ 3,18, depois da bater em R$ 3,1567 na mínima do dia.

"Parece que o BC não quer segurar o dólar a qualquer custo, mas ainda há alguns ruídos no horizonte. O mercado vai continuar testando para ver como ele reage até ter bastante clareza sobre qual é a estratégia", disse o operador de uma corretora nacional em entrevista à Reuters.

Já no mercado físico brasileiro, o movimento de ligeiras baixas continua sendo registrado, ainda segundo relatou Marcos Hildebrandt. "O produtor, que não estava vendendo, passou a vender um pouco mais e, ao mesmo tempo, a pressão vendedora também diminui. O mercado estava totalmente a favor do vendedor, agora, está um pouco mais equilibrado", diz o analista da Foco.

Assim, no interior do país, as praças em que os preços não mantiveram sua estabilidade, perderam de 2,39% - como Assis, em São Paulo, para R$ 40,05 - até 4,75% - em Itapeva, também no estado paulista, para R$ 39,08 por saca. Já no porto de Paranaguá, o cereal subiu 3,13% nesta segunda, para encerrar o dia com R$ 33,00 por saca. Em Santos, manutenção nos R$ 35,50.

"Mesmo com a nova queda na produção estimada pela Conab para a safra 2015/16 de milho, os preços do grão seguiram em baixa nos últimos dias no mercado brasileiro. A pressão veio, principalmente, da postura retraída de compradores e da desvalorização do dólar frente ao Real. Do lado da oferta, apesar do avanço da colheita, o volume disponível segue restrito", informaram os pesquisadores Cepea, em nota.

Bolsa de Chicago

Em Chicago, os futuros do milho subiram mais de 1% nesta segunda e foram, entre outros fatores, motivados pelas altas da soja que foram de quase 30 pontos. Assim, o vencimeto setembro/16 foi a US$ 3,26, enquanto o março/17 terminou o dia com US$ 3,47 por bushel. O movimento de compras especulativas e mais o dólar em baixa no exterior também foram fatores de suporte para os preços do cereal nesta sessão, bem como os fortes embarques semanais norte-americanos reportados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).

Na semana encerrada e, 11 de agosto, os EUA embarcaram 1.172,641 milhão de toneladas, volume que ficou dentro das expectativas do mercado, que variavam de 1,09 a 1,3 milhão de toneladas. Na semana anterior, o volume foi de 1.488,516 milhão de toneladas. Durante todo o ano comercial 2015/16, os embarques americanos do cereal já somam 42.872,545 milhões de toneladas, acima das 42.836,347 milhões do mesmo período do anterior.​