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Notícias

22/08/2016

Soja: Atento ao clima no Meio-Oeste, mercado inicia a semana com leves ganhos em Chicago

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a semana com ligeiras altas. As principais posições da oleaginosa exibiam ganhos entre 2,00 e 3,50 pontos, por volta das 7h59 (horário de Brasília). O vencimento setembro/16 era cotado a US$ 10,30 por bushel, enquanto o novembro/16 era negociado a US$ 10,06 por bushel. O março/17 operava a US$ 10,03 por bushel.

Além da demanda, que continua sendo um dos principais fatores de suporte aos preços, os participantes do mercado ainda seguem atentos ao clima no Meio-Oeste norte-americano. "Existem algumas preocupações de produção para a safra de soja dos EUA, graças ao excesso de chuvas em algumas áreas, mas especialmente na região do Delta", informou o site internacional Agrimoney.

"As condições na região do Delta estão se tornando excessivamente molhadas. E se um período mais seco não evoluir na próxima semana, declínios de qualidade pode tornar-se uma preocupação", disse Tobin Gorey do Commonwealth Bank of Australia.

Ainda hoje, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reporta novo boletim de acompanhamento de safras, com a atual situação das lavouras de soja. Paralelamente, os investidores também aguardam o relatório de embarques semanais, importante indicador de demanda.

Veja como fechou o mercado na última semana:

Com impulso da demanda, soja sobe mais de 2% na semana e garante o nível de US$ 10/bu

Apesar das quedas registradas no pregão desta sexta-feira (19), os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) acumularam valorizações de mais de 2% na semana, conforme levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Bitencourt Lopes. Ainda hoje, as cotações da oleaginosa registraram perdas entre 5,25 e 10 pontos. Contudo, todos os vencimentos da commodity encerraram o pregão acima dos US$ 10,00 por bushel. O contrato setembro/16 era cotado a US$ 10,27 por bushel, enquanto o novembro/16 era negociado a US$ 10,04 por bushel.

Embora a demanda, que segue aquecida, conforme ressaltam os analistas, as cotações cederam diante das boas condições de clima no Meio-Oeste dos EUA. "A soja terminou o dia em queda em meio às previsões climáticas que mostram condições benéficas para a cultura, no cinturão produtor no país, que caminha para a maturação", disse o analista de mercado e editor do portal Farm Futures, Bob Burgdorfer.

Segundo dados reportados pelo NOAA - Serviço Oficial de Meteorologia do país - grande parte do cinturão de produção deverá registrar chuvas acima da média entre os dias 27 de agosto a 2 de setembro. No mesmo intervalo, as temperaturas deverão ficar abaixo da normalidade em grande parte da região.

Na porção leste da região produtora, como os estados de Indiana e Ohio, enfrentam alguns bolsões de seca que inspiram atenção, conforme ainda pondera o analista. "Mas, no geral, o clima segue promovendo as condições para uma safra recorde", disse o economista e analista de mercado da Granoeste Corretora, Camilo Motter.

Conforme projeções do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os produtores poderão colher uma safra de mais de 110,5 milhões de toneladas na temporada 2016/17. E, em torno de 72% das lavouras ainda permanecem em boas ou excelentes condições.

Entretanto, a demanda continua a ser um fator de extrema importância aos preços da oleaginosa. Ao todo, essa semana foi reportada três vendas de soja. Nesta sexta-feira, o departamento anunciou a venda de 261 mil toneladas de soja para destinos desconhecidos. O volume negociado deverá ser entregue na temporada 2016/17.

"Os chineses ainda buscam mercadoria e há especulações de que nos próximos três meses deverão ser embarcadas ao país mais de 15,5 milhões de toneladas da oleaginosa", disse o consultor de mercado da Novo Rumo Corretora, Mário Mariano, em entrevista ao Notícias Agrícolas.

Mercado interno

A semana foi positiva aos preços da soja negociados no mercado interno brasileiro. Nas praças de Tangará da Serra e Campo Novo do Parecis, no estado de Mato Grosso, a valorização foi de 17,46%, com a saca a R$ 74,00. Em Avaré (SP), o ganho ficou em 8,29%, com a saca da oleaginosa a R$ 79,13. No Oeste da Bahia, a cotação também subiu, cerca de 7,53%, com a saca do grão a R$ 69,00.

O preço ainda subiu 6,49% na região de Ponta Grossa (PR), com a saca a R$ 82,00. Ainda no estado, nas praças de Ubiratã, Londrina e Cascavel, os ganhos ficaram próximos de 4,44%, com a saca a R$ 70,50. Em São Gabriel do Oeste (MS), o ganho foi de 4,17%, com a saca a R$ 75,00. Na localidade de Jataí (GO), o preço também subiu 2,66%, com a saca a R$ 66,00.

Nos Portos brasileiros a semana também foi positiva. Em Paranaguá, o preço disponível subiu 3,05%, com a saca da oleaginosa a R$ 84,50, o futuro ficou em R$ 80,20, com alta de 2,82%. Em Rio Grande, o valor disponível apresentou ganho de 2,66%, com a saca a R$ 81,10 e o futuro a R$ 79,50 e ganho de 1,92%.

De acordo com os analistas, as cotações acompanharam os ganhos registrados na Bolsa de Chicago e também no dólar. O cenário acabou resultando em uma ligeira melhora no ritmo dos negócios no país, ainda conforme ponderam os especialistas.

Ainda hoje, a moeda norte-americana fechou o dia a R$ 3,2071 na venda, com queda de 0,81%. Porém, na semana, a valorização cambial foi de 0,69%, segundo dados reportados pela agência Reuters.

Autor: Fernanda Custódio