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29/08/2016

Com clima favorável, plantio de milho tem início no Sul

O clima favorável nos últimos dez a quinze dias permitiu que uma parcela dos produtores de milho do Sul do país antecipasse o plantio da primeira safra (safra de verão) 2016/17 do grão. Entretanto, permanece o sinal de alerta entre os agricultores devido ao frio, que pode ser prejudicial às plantas que despontarem na terra, começando a germinar.

Na área de atuação da Coamo, maior cooperativa agrícola da América Latina, sediada em Campo Mourão, cerca de 3% da área prevista já foi semeada. Normalmente, os trabalhos começam no início do setembro. "Agosto é historicamente um mês mais seco e com vento, mas este ano choveu bem em algumas regiões, favorecendo a umidade do solo", conta Lucas Esperandino, supervisor da área de assistência técnica da cooperativa. O plantio de milho no Estado está oficialmente liberado desde 1º de agosto.

A semeadura está caminhando mais nas regiões central e oeste do Estado, conforme Esperandino. A área da Coamo cresceu pouco mais de 3% na safra de verão deste ano, de 125 mil para 128,9 mil hectares, dos quais 106 mil concentrados no Paraná (a cooperativa também atua em Santa Catarina e Mato Grosso do Sul).

O estímulo para esse crescimento na área foi o nível atraente dos preços do milho, depois que a boa demanda para exportação e a quebra da segunda safra (safrinha) enxugaram a oferta doméstica este ano e turbinaram as cotações no país, dificultando o abastecimento das indústrias de aves e suínos, que usam o grão na ração desses animais. A consultoria Céleres crê em um expressivo aumento de 13% no plantio da primeira safra de milho no Brasil em 2016/17, para 6,4 milhões de hectares. O resultado seria uma colheita de 35,1 milhões de toneladas, 22% acima de 2015/16.

A expectativa da Coamo é de uma produção de 1,28 milhão de toneladas, alta de 10% na mesma comparação. "O único risco é se houver muito frio e geada, que pode afetar o milho se ele já tiver nascido", disse Esperandino. Na C.Vale, sediada em Palotina, no oeste do Paraná, as recentes precipitações também permitiram alguma antecipação, mas o plantio já feito está próximo de 0,5% da área prevista.

Ainda não há números oficiais sobre quanto o Estado deve colher de milho na primeira safra, mas o aumento de área está "bem sacramentado", na avaliação de Edmar Gervásio, analista do Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). "Depois de vir perdendo área de primeira safra nos últimos anos, a expectativa é que essa queda estanque e haja até um aumento", disse. O Deral divulgará sua primeira estimativa para a safra 2016/17 em 1º de setembro.

Já no Rio Grande do Sul, as condições climáticas também estão em geral favoráveis ao plantio de milho, conforme a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater/RS). Na região das Missões, no noroeste gaúcho, a semeadura está lenta devido à preocupação com o clima, mas o plantio já supera um terço da área prevista (ou 45 mil hectares), nas contas da Emater.

Em Ijuí, norte do Rio Grande do Sul, a Cotrijui calcula que 2% da área estimada para esta safra de verão tenha sido semeada. "O pessoal está até segurando um pouco o plantio agora, em função da previsão de novas geadas (já houve ocorrências na região na semana passada). Senão, o plantio seria até mais "no cedo"", disse Nelson Smola, diretor de produção agropecuária da cooperativa. A Cotrijui prevê aumento de área de 10% ante os 35 mil hectares de 2015.

Autor: Mariana Caetano