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Notícias

31/08/2016

Demanda por alimentos fortalece protagonismo sul-americano no agronegócio mundial

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que, em 2050, a população mundial alcance a marca de 9,6 bilhões de pessoas – número 34% maior que o atual. Para atender a demanda por alimentos, será preciso incrementar em 70% a produção global. Só o cultivo de cereais terá que subir para 3 bilhões de toneladas/ano em relação aos 2,1 bilhões colhidos atualmente. Os países sul-americanos serão fundamentais para o sucesso dessa expansão, conforme apontaram especialistas durante o 4º Fórum de Agricultura da América do Sul. O evento ocorreu nos dias 25 e 26 de agosto, no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba.

“Para o médio e longo prazo, há uma demanda muito grande, não só de grãos, como de carnes da América do Sul”, destacou o diretor de commodities da INTL FCStone, Glauco Monte. Será preciso ampliar a área plantada, principalmente no Brasil, Uruguai e Paraguai, e ganhar em produtividade. Para o representante da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) no Brasil, Alan Bojanic, investir no pequeno produtor é a alternativa para continuar crescendo com sustentabilidade.

“Temos que produzir mais com menos e de maneira mais eficiente. Então precisamos harmonizar a produtividade com práticas que não agridam o meio ambiente. Como instrumento, temos muitos programas do governo de destaque na agricultura familiar, que contribuem para fortalecer o setor”, explicou. Para manter o protagonismo sul-americano, no entanto, todas as estratégias devem ser repensadas. Os elos da cadeia produtiva têm de estar conectados por meio de ferramentas digitais, utilizando a tecnologia da informação a favor da produtividade sustentável.

“Até 2020, o mercado ainda tem espaço, na ordem de R$ 16 bilhões, para explorar os investimentos em computação cognitiva. Será a tendência para avançar e fazer a diferença na agricultura”, frisou a chefe geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Maria Fonseca Silveira Massruhá. Segundo o representante da Monsanto, Mateus Barros, a agricultura digital já faz parte do presente e será a nova alavanca de produtividade que tornará o setor mais competitivo. “Somos muito eficientes adotando novas tecnologias. Com isso atendemos consumidores cada vez mais exigentes e informados sobre os produtos”.

Integração

A 4ª edição do Fórum de Agricultura da América do Sul mostrou ainda que é preciso desenvolver uma estratégia regional que integre as nações sul-americanas, mas que a responsabilidade não pode ser deixada exclusivamente nas mãos dos governos. “Não há outro caminho no mundo, o processo de integração é inexorável. Mas não pode depender da política, que é a arte de procurar defeito”, apontou o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek.

Para o representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) no Brasil, Hernán Chiriboga, a integração regional também depende da formação de novos agrolíderes. “O setor agrícola tem todo o potencial, a única coisa que se requer é o surgimento de novas lideranças, que lutem pela agricultura de forma consciente, com coragem e entusiasmo. Precisamos de mais líderes jovens que posicionem o setor rural e que permaneçam no campo. É com isso que devemos nos preocupar e é por isso que devemos trabalhar”, declarou.

Palco de debates

O evento, promovido pelo Núcleo de Agronegócio Gazeta do Povo, reuniu mais de 500 participantes, de 13 países diferentes, representantes de todos os elos da cadeia produtiva sul-americana. Temas como produção, mercado, logística, bioenergia e agricultura digital pautaram 12 conferências e foram debatidos por mais de 30 palestrantes, integrantes da iniciativa pública e privada nacional e internacional. “Precisamos ser eficientes e competitivos dentro e fora da porteira, com inovação e tecnologia. É preciso trazer e debater informações estratégicas, de tendências, que possam auxiliar no planejamento e tomada de decisões”, salientou o coordenador do Fórum, Giovani Ferreira.