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28/09/2016

Soja tem pouca movimentação na CBOT e preços sobem nos portos brasileiros

Ainda buscando definir uma direção, os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago voltaram a operar com estabilidade no início da tarde desta quarta-feira (28) e com oscilações bem pouco expressivas. Perto de 12h40 (horário de Brasília), as cotações não exibiam movimentação, com exceção do contrato março/17, que perdia 0,50 ponto, para trabalhar na casa dos US$ 9,60 por bushel. O novembro/16, que é referência para a safra americana, vinha sendo cotado a US$ 9,52.

A semana de tempo melhor para os trabalhos de campo nos Estados Unidos tem pressionado a commodity e o ritmo da colheita deverá ser um pouco mais acelerado em relação aos últimos dias, acentuando essa pressão. Paralelamente, há ainda o comportamento técnico das cotações, que faz com a commodity testar movimentos mais acentuados próximos de seus patamares de suporte e resistência.

Ainda em Chicago, o mercado da soja poderia encontrar suporte nos preços do trigo que, apesar do leve recuo registrado nesta manhã de quarta-feira, vêm subindo nos últimos dias diante de problemas que a safra da Austrália vem enfrentando, além da boa demanda pelo grão norte-americano. As exportações e os embarques dos Estados Unidos têm se mostrado bastante fortes nas últimas semanas e também vêm sendo importante pilar para as cotações.

Ao mesmo tempo, novas notícias sobre a demanda também chegaram nesta quarta-feira e ajudaram a amenizar a pressão da colheita, como vem acontecendo nas últimas semanas. O USDA anunciou hoje a venda de mais soja em grão da safra 2016/17. Foram 344,171 mil toneladas, sendo 133 mil para a China e mais 211,171 mil para destinos não revelados. Assim, no acumulado da semana, as vendas norte-americanas já somam mais de 704 mil toneladas.

Complementando o quadro, há ainda o acompanhamento próximo dos preços do petróleo, principalmente com a reunião que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) vem realizando nesta semana, além do dólar e das expectativas dos investidores mundiais ao redor das eleições presidencias norte-americanas.

O plantio do Brasil, que ainda está ganhando ritmo nesta temporada, também começa a ganhar corpo no mercado internacional, especialmente em função da irregularidade climática e depois das perdas da safra anterior.

E ainda no cenário brasileiro, os preços da soja têm acompanhando não só a pouca movimentação das cotações na Bolsa de Chicago, como também a volatilidade do dólar frente ao real. Nesta quarta, a moeda americana sobe 0,53% e é cotada a R$ 3,24, dando espaço aos valores formados nos portos para uma certa recuperação. Em Rio Grande, a oleaginosa disponível subia 1,05% para R$ 77,00 por saca, enquanto a da nova safra tinha R$ 78,00, com um pequeno ganho de 0,65%.