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05/10/2016

Um terço dos produtores converteu pastagem em agricultura no Estado (MT), aponta estudo

As pastagens envolvem 23,5 milhões de hectares em Mato Grosso, extensão que corresponde a 70,3% da área produtiva total do Estado. Com a legislação ambiental impeditiva à expansão sobre novas áreas e a valorização das commodities agrícolas, a pecuária cede espaço para a agricultura no Estado. Nos últimos anos, 29,54% dos pecuaristas realizaram a conversão de pastagem em agricultura e 21,48% apostam na integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF). Além disso, predomina no Estado a pecuária a pasto e o sistema de produção de ciclo completo (cria, recria e engorda).

Neste ano, os pecuaristas intensificaram a produção, com investimentos na alimentação/nutrição do rebanho, infraestrutura e melhoramento genético. O panorama da pecuária estadual foi apresentado nesta terça-feira pela Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), em Cuiabá. As informações extraídas de 5,372 mil pecuaristas de todas as regiões do Estado mostram que 62,10% admitiram a necessidade de reforma de pastagens e utilizaram a agricultura para isso. “Os pecuaristas estão utilizando as lavouras como estrutura de recomposição de pastagens”, constata o presidente da Acrimat, José João Bernardes.

Isso demonstra a preocupação dos pecuaristas em restaurar a capacidade produtiva dos seus pastos, sem abandonar a bovinocultura de corte, conclui. Outros 21,33% enxergaram nessa adaptação a possibilidade de obter melhor rentabilidade, já que até 2015 a pecuária sofreu com baixas remunerações. Diferentemente dos últimos anos, o cenário atual é de maior rentabilidade na bovinocultura de corte, que consegue fazer “frente” a soja em algumas regiões do Estado, observam os autores do estudo.

Para 9,22% dos pecuaristas, a agricultura é opção para diversificar o portfólio de produtos e 3,89% admitiram a substituição definitiva de atividade. Nas propriedades onde houve conversão de pastagens em agricultura, a maioria dos pecuaristas - 79,49% - transformou menos de 50% do pasto. Como observa o superintendente da Acrimat, Francisco Manzi, algumas propriedades não possuem vocação para adaptar as áreas de pasto à produção agrícola.

Entre as 7 macrorregiões do Estado avaliadas no estudo, a Nordeste - região do Araguaia, apontada como a nova fronteira agrícola do Estado - apresenta maior abrangência de conversão de pastagem para agricultura, com 42%. Oposto a esse cenário está o Norte mato-grossense, com 23% de conversão. Com relação à pecuária integrada às lavouras e florestas, 21,48% informaram que adotaram a prática. Para 49,50% deles, houve melhora na produtividade da propriedade. E 41,32% constataram aumento na produção.