Skip Ribbon Commands
Skip to main content
Navigate Up
Sign In
Você está em: Skip Navigation LinksBioGene / Media Center / Notícias

Notícias

26/10/2016

Pesquisa traça perfil da mulher do agro

Quem são as mulheres que atuam no agronegócio? Pesquisa inédita apresentada nesta terça-feira, 25, durante o Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, dá algumas pistas e ajuda a entender o papel delas no desenvolvimento das atividades no campo. No Brasil, segundo dados do último senso agropecuário do IBGE, de 2006, 656 mil propriedades eram dirigidas por mulheres, 13% de um total de pouco mais de 5 milhões.

Realizada pela Fran6 Pesquisa em parceria com a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), a pesquisa sobre o perfil da mulher gestora no agro contou com uma amostra quantitativa e outra qualitativa, colhidas entre novembro de 2015 e abril de 2016.

Ao todo, 341 mulheres responsáveis pela gestão ou produção agropecuária no país responderam a questionários online. Enquanto outras 9, consideradas lideranças, foram entrevistadas. Os dados levantados são representativos desse universo, em que 74% das mulheres são brancas, 40% da região Sudeste e 57% integrantes de alguma de associação.

A maior parte das mulheres dirigentes está na agricultura (42%), seguida da pecuária (20%) e outras atividades relacionadas ao agronegócio, como agroindústria e setor de insumos, por exemplo.

Educação - Das 341 participantes da pesquisa, 60% revelaram ter curso superior e 25%, pós-graduação. Adélia Franceschini, diretora de Market Intelligence na Fran6, responsável pela realização da pesquisa, destacou que embora não se tenha um dado concreto a respeito, vem crescendo o número de mulheres que herda propriedades e deixa sua profissão para tomar conta do negócio da família. “Antes, quem ficava com esse encargo eram sempre pessoas do sexo masculino; tios, primos, ou a propriedade era vendida”, diz. Além desse perfil, ela identifica no grupo as executivas – que se definem como especialistas.

No que diz respeito à satisfação de dividir o tempo entre o trabalho como produtora e a vida pessoal, mais da metade das mulheres participantes se disse confortável com a situação, enquanto 25% se disseram desconfortáveis.

Comportamento - Elas também opinaram sobre as relações no meio predominantemente masculino e 71% das mulheres apontou que já sofreu algum tipo de discriminação. Nesse contexto, 43% das situações envolveram empregados, que apresentaram resistência ou negação em acatar uma ordem delas. Outra forma de discriminação, que afeta 41% das entrevistadas, é o sentimento de desprezo quanto às suas opiniões em ambientes como associações de produtores.

Dificuldades - Tiveram maior relevância nesse quesito problemas relacionados à governança (19%) e questões familiares (16%). Para Adélia, uma impressão que fica após a realização do levantamento é que as produtoras estão cada vez mais preparadas. “Antenadas com o mundo, elas querem saber como agir e buscam sempre melhorar. Isso vai fazer muita diferença no futuro".

Autor: Marina Salles
Fonte: Portal DBO