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27/10/2016

Expedição Safra: Produtores de Campo Mourão apostam tudo no milho safrinha

Os produtores da região de Campo Mourão, no Noroeste do Paraná, apostam todas as fichas na soja de ciclo mais curto para poderem colher mais cedo e cultivar o milho segunda safra, conhecido como safrinha. A região está com o plantio adiantado em cerca de 10 dias, com conclusão dos trabalhos em 70% das lavouras, até o momento. Apenas em trechos isolados na região ainda não há plantas de soja nascendo, como constatou nesta terça-feira (25/10) a Expedição Safra.

Coamo - A cooperativa Coamo, principal referência do mercado de grãos sediada na região, é responsável por 8% de toda a produção das cerca de 100 milhões de toneladas de soja colhidas no país. A instituição revela que os produtores aumentaram a área destinada à cultura da soja de olho no plantio do milho safrinha. “No ciclo 2015/16 foram 1,115 milhão de hectares e neste ano serão 1,272 milhão na área de abrangência da cooperativa, que está os estados de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul”, diz Lucas Gouveia Vilella Esperandino, supervisor de assistência técnica da Coamo.

Prática comum - Logo após colher o milho safrinha, vários produtores locais relatam uma prática comum na região, para poder fazer o plantio direto (em cima da palhada da cultura anterior). Logo após a colheita do milho safrinha, uma cultura de inverno é implantada, como a aveia, por exemplo. Poucos dias antes de o governo permitir o plantio da soja (lei do vazio sanitário), mesmo com a cultura de inverno ainda em desenvolvimento, os produtores dessecam-na e assim obtém a palhada necessária para o plantio direto.

Produtor - Entre os que adotam o sistema está o produtor Maicon Keiti Kato, do município de IV Centenário, a 90 quilômetros de Campo Mourão. Usando a tática neste ciclo, a estimativa dele é de colher em seus 970 hectares uma média de 72 sacas por hectare de soja e depois 140 sacas de milho safrinha por hectare, na mesma quantidade de área. No ano passado ele colheu 71 sacas por hectare, de soja, e 124 sacas por hectare, de milho. “Acredito no aumento porque neste ano o clima deve ser mais favorável e eu investi mais em tecnologias que vinha testando nos anos anteriores”, estima.