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Notícias

01/11/2016

Diante da forte queda do petróleo, fechamento estável da soja em Chicago pode ser considerado um bom resultado

Nesta segunda-feira (31), o mercado da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) teve um dia neutro, sem grandes mudanças nos preços em relação ao pregão da última sexta. O vencimento novembro, que já não é mais referência, ganhou 1 ponto, enquanto janeiro se mantém a US$10,11 o bushel e os demais vencimentos, inalterados.

De acordo com o consultor em agronegócio Ênio Fernandes, este movimento do mercado é bastante positivo, ainda mais em um dia em que houve queda no mercado do petróleo e soja e milho não foram afetados.

Os olhos do mercado internacional voltam-se, agora, para a América do Sul. Os Estados Unidos entram na fase final de colheita e o fluxo físico que sai do campo para os armazéns começa a diminuir. "O clima vai ser a grande questão agora", destaca o consultor. "A falta de convergência de opiniões meteorológicas e a insegurança a respeito do La Niña vai se refletir no mercado de Chicago".

Segundo ele, alguns dados já podem ser observados neste movimento. "Os fundos não estão shorts no milho e as posições long na soja estão aumentando. Os fundos estão se preparando para possíveis problemas de produção na América do Sul. Em caso de La Niña, a chance de ter problemas é alta", aponta.

Brasil, Argentina e Paraguai produzem 51% da soja do mundo. Uma vez que os Estados Unidos já venderam 60% da soja que pretendem vender até setembro de 2017, a pressão da demanda estará voltada para estes países também.

Caso o problema de clima não ocorra, o mercado deve enfrentar outro problema. "Mesmo que o preço suba não vamos ver as fixações do Mato Grosso explodirem", diz Ênio.

Os números de comercialização não mostram que os patamares interessam ao produtor americano. A venda ocorre, o volume do campo com a venda está em equilíbrio, mas o consultor destaca que já é chegado o momento de esses produtores limitarem suas vendas para a soja.

No Brasil, o mesmo mercado apresenta diferentes situações. Na região do Matopiba, o patamar de US$10,50/bushel já é interessante para que os produtores tenham interesse de venda e realizem operações que viabilizem suas safras. A mesma situação pode não atrair os produtores do Rio Grande do Sul e do Paraná, que vendem em reais, e os produtores de Goiás, onde boa parte já vendeu a safra. Para o estado do Mato Grosso, na expectativa de uma grande alavancada na soja, os preços podem ser atrativos.

Eleições Americanas

Na próxima terça-feira (8), os americanos irão às urnas para escolher seu futuro presidente. Para Ênio Fernandes, uma possível eleição de Donald Trump trará instabilidade ao mercado, uma vez que o candidato é considerado bastante "volúvel". Hilary Clinton, por sua vez, "tem uma história" e, embora mais protecionista do que Trump, o consultor não acredita que tenha existido "um candidato mais preparado para ser presidente", dando também segurança nas decisões.

Autor: Aleksander Horta e Izadora Pimenta