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08/12/2016

Produção de grãos de Mato Grosso supera estimativas iniciais

Deverão ser reajustados para cima os volumes de produção tanto de soja como de milho, com destaque maior para esse último.

O clima é um dos principais responsáveis por essa mudança, na avaliação de Daniel Latorraca, superintendente do Imea.

O plantio de soja foi favorecido neste ano pelas condições climáticas e, ao terminar mais cedo, vai dar condições melhores também para o de milho, que vem a seguir.

Os novos números do instituto vão indicar uma produtividade para a soja acima das 53,2 sacas previstas atualmente. Com isso, a produção do Estado de Mato Grosso, líder nacional, superará os 30 milhões de toneladas.

Já o milho, devido à antecipação da colheita da soja em relação ao que ocorreu no ano passado, "terá um ajuste mais agudo", segundo Latorraca.

Os novos números vão apontar para um aumento da área, atualmente prevista em 4,2 milhões de hectares.

O Imea ainda faz acertos nos números finais de produção de milho, que serão divulgados na próxima semana. Mas podem ficar próximos de 24 milhões de toneladas, acima dos 23,3 milhões previstos atualmente. Na safra deste ano, a produção foi de 18,9 milhões de toneladas.

Ângelo Ozelame, gestor técnico do instituto, diz que o plantio de milho da próxima safra, ocorrerá praticamente todo ele dentro do período ideal, ao contrário do que ocorreu na safra 2015/16.

Para Paulo Ozaki, gestor de projetos do Imea, o atraso no plantio da soja na safra passada fez com que pelo menos 40% do milho tivesse sido semeado fora da "janela" (período) ideal.

Esse atraso, somado às condições adversas do clima durante a safra em diversas regiões do Estado, provocou a intensa queda na produção de milho, afirma Ozaki.

A produção de grãos no Estado deverá ser maior, se esse cenário positivo de clima e de plantio se confirmar, mas as negociações poderão encontrar um mercado externo diferente do dos anos recentes.

Safras mundiais recordes e estoques se recompondo devem fazer com que "as ondas de sorte" –preços externos e dólar favoráveis– dos últimos anos não ocorram em 2016/17, segundo Ozaki.

Daí a necessidade de o produtor "olhar mais para a lucratividade do que para os preços", diz Ozelame. Com o aumento acentuado das safras mundiais, os preços praticados em Mato Grosso poderão não repetir o fato inédito de superarem os de Chicago, como ocorreu com o milho neste ano.

Projetando o cenário atual, o valor da saca do milho para exportação do Estado deverá estar próximo de R$ 15 na safra 2016/17.

O produtor tem de ficar atento à gestão de seu negócio. O custo de produção, dependendo a região e da tecnologia utilizada, é de 55 a 60 sacas por hectare. Em junho e julho, as vendas antecipadas rendiam até 75 sacas por hectare, mas nem todos os produtores aproveitaram.

O produtor ainda tem uma margem positiva para seus negócios, próximo de cinco sacas por hectare, mas bem distante das 20 que deixou escapar.

Novas varáveis passaram a influenciar o cenário: eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, previsão de uma recuperação mais lenta da economia mundial e a continuidade dos problemas econômicos internos.

Tudo isso, mais a quebra de produção na safra passada, deixou o produtor mais dependente do crédito de outros. Na safra 2015/16, utilizaram 40% de crédito próprio nos gastos com a produção.

Em 2016/17, serão apenas 33%. Boa parte desse crédito virá de empresas estrangeiras, uma vez que a participação das multinacionais sobe para 24% dos gastos totais do setor, ante 17% na safra anterior.