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09/12/2016

Governo confirma cenário positivo para grãos

Se o clima continuar mais amigável do que foi no ciclo 2015/16 e de fato permitir a expressiva recuperação da colheita brasileira de grãos prevista para esta temporada 2016/17, as estimativas mais recentes do governo confirmam que a oferta adicional deverá se aproximar de 30 milhões de toneladas, com reflexos positivos sobre o valor da produção e, certamente, sobre a inflação no país.

De acordo com levantamento divulgado ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a atual safra do país deverá render 213,1 milhões de toneladas, 14,2% mais que a passada (ver infográfico), ainda que a previsão de aumento da área plantada seja de apenas 1,4%, para 59,1 milhões de hectares. Isso porque, como os agricultores do país demorarão a esquecer, o ciclo 2015/16, que se desenvolveu em meio às travessuras do El Niño, foi marcado por severas intempéries que prejudicaram sobre as colheitas de milho, arroz, feijão e algodão, além de terem ceifado o potencial de incremento da soja, o carro-chefe do agronegócio brasileiro.

Conforme divulgou também ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de grãos chegará a 210,1 milhões de toneladas em 2016/17, ante 183,9 milhões em 2015/16 - volume 25,8 milhões de toneladas inferior ao da temporada anterior (2014/15). Vale notar, ainda, que as direções traçadas tanto pela Conab quanto pelo IBGE, que não estão livres de riscos - agora a safra se desenvolve sob o fenômeno La Niña, que pelo menos até agora tem sido moderado -, estão em linha com o apontado por analistas e consultorias privadas.

De acordo com cálculos da Conab, com uma colheita dessa monta, os cinco principais grãos produzidos no país - soja, milho, algodão, arroz e feijão -, poderão gerar uma receita agrícola bruta de R$ 194,3 bilhões na temporada 2016/17, tomando como base preços médios registrados em novembro. Esse valor é 22,8% maior que o montante que a autarquia previa em novembro do ano passado para as cinco culturas no ciclo 2015/16, antes de o El Niño mostrar seus dentes.

Essa projeção de receita é feita pelos próprios técnicos da Conab. Guarda muitas semelhanças com o cálculo do Valor Bruto da Produção (VBP) realizado pelo Ministério da Agricultura, mas pode gerar resultados distintos. No caso da soja, por exemplo, a Conab, que estima a colheita em 102,4 milhões de toneladas em 2016/17 (aumento de 7,3% sobre 2015/16) prevê uma receita de R$ 117,5 bilhões. A equipe de gestão estratégica do ministério prevê um VBP para a oleaginosa de R$ 132,3 bilhões em 2017, 12,2% maior que o estimado para este ano que via chegando ao fim.

Para o milho, a Conab projeta a colheita em 83,8 milhões de toneladas, 25,9% superior à anterior, e receita de R$ 46,4 bilhões. Para o arroz, cuja produção poderá render 11,5 milhões de toneladas, a receita prevista pela autarquia chega a R$ 11,3 bilhões. No feijão, estão previstos 3,1 milhões de toneladas (alta de 23,5%) e R$ 11,3 bilhões.

Autor: Cristiano Zaia, Kauanna Navarro, Camila Souza Ramos e Robson Sales