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14/12/2016

Sem registro de influenza aviária, Brasil pode ganhar novos mercados

Mais de 15 países registraram casos de influenza aviária nos últimos três meses. Os países afetados até o momento foram: Sérvia, Ucrânia, Egito, França, Países Baixos, Alemanha, Finlândia, Coreia do Sul, Hong Kong, Suécia, Rússia, Hungria, Dinamarca, Japão, Romênia, Croácia, Suíça, Polônia e Áustria. Com isso, a situação compromete as negociações do setor avícola e compradores já estão vetando a importação de carne de frango e de material genético desses destinos.

A boa notícia é que o Brasil pode ser favorecido por esse cenário. De acordo com Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil fica em uma posição confortável por nunca ter registrado nenhum caso da doença em suas granjas e ele acredita que com esses bloqueios o mercado brasileiro se torna uma alternativa. “Outros países, que determinaram bloqueio comercial aos produtores afetados pela enfermidade, também poderão buscar no Brasil a complementação para o abastecimento da carne de frango”, diz Turra. Por isso, o status sanitário da avicultura brasileira será fundamental para o fechamento de novos negócios.

Novos mercados

A decisão de comprar o produto brasileiro é exclusiva de cada governo, mas países da Ásia e do Oriente Médio são vistos como possíveis importadores. “O Brasil está em uma situação confortável porque ele pode usar isso como marketing, é uma situação muito privilegiada”, afirma Rui Eduardo Saldanha Vargas, vice-presidente e diretor técnico da ABPA.

Segundo Vargas, ainda não é possível prever o incremento que essa situação pode trazer para as exportações brasileiras. “A gente não tem uma noção exata dos números, do quanto a gente vai ganhar, porque não sabemos qual será o comportamento dos países que compram frango em relação a esses problemas”, diz o diretor técnico.

Exportação de frango

A estimativa da ABPA para 2016 é que as exportações brasileiras de frango alcancem 4,39 milhões de toneladas, alta de 2% na comparação com o ano anterior. Para 2017, os embarques devem aumentar até 5%. Segundo a associação, a projeção não considera o impacto da influenza aviária no mercado. “Se esses países tiverem influencia efetiva e tiverem que abater a produção local, o Brasil será chamado e os números serão mais positivos ainda. A gente não espera isso porque não gostamos de festejar a desgraça alheia, mas o mais importante é que se o Brasil for chamado temos condições de aumentar a produção de aves”, diz Ricardo Santin, vice-presidente e diretor de mercados da ABPA.

Autor: Naiara Araújo
Fonte: SF Agro