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16/12/2016

La Niña: fenômeno deve garantir clima favorável para a produção de grãos

O verão 2016, que terá duração entre 21 de dezembro e 20 de março, será influenciado pela atuação do fenômeno La Niña, que acontece a partir do resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Segundo especialistas, o cenário é favorável para a produção agrícola. As expectativas em relação a qualidade do clima para o desenvolvimento das lavouras é de que as condições sejam muito boas nos próximos meses.

O meteorologista Alexandre Nascimento, da Climatempo, afirma que só de não ter El Niño a situação é muito melhor para a agricultura brasileira. “A gente pode ter até recorde nessa safra de grãos”, diz Nascimento. “Esse ano está chovendo para todo mundo, inclusive no Matopiba. A expectativa não poderia ser melhor para a agricultura”, diz o meteorologista. Confira como fica o clima na sua região no primeiro trimestre de 2017.

Região Sul

De modo geral, os primeiros três meses de 2017 devem ter chuva dentro da normalidade. Isso quer dizer que os volumes serão similares às médias dos últimos 30 anos. Segundo Nascimento, no Sul, as chuvas devem se concentrar, principalmente, nas regiões Leste e Oeste de Santa Catarina e em Curitiba. “Ao contrário do que todo mundo pensa, o Sul não deve ter seca por conta da La Niña, que é de fraca intensidade”, diz o meteorologista.

Região Sudeste

As cidades localizadas no sudeste brasileiro terão que lidar com chuvas irregulares no primeiro trimestre. Segundo a Climatempo, durante o mês de janeiro, as chuvas serão frequentes, principalmente durante a tarde e a noite, em São Paulo e no Sul de Minas. Para o Rio de Janeiro as previsões indicam chuvas dentro do normal e no Espírito Santo os volumes podem ficar abaixo da média do período.

Em fevereiro, o verão será de muito sol, com chuva abaixo da média apenas no Espírito Santo e em Minas Gerais. Isso será compensado em março, quando os volumes de chuva devem ultrapassar a média da região. Em relação às temperaturas, embora a previsão indique que janeiro e fevereiro serão quentes, o período não deve registrar calor intenso como o que ocorreu no último verão. Em março, as temperaturas podem ficar um pouco abaixo da média.

Região Centro-Oeste

A região Centro-Oeste, importante produtora de grãos, não deve ter problemas com a falta de chuva. Inclusive, as precipitações devem chegar acima da média. Como já é esperado para a região, as temperaturas ficarão altas e vai fazer calor no primeiro trimestre. O único alerta do meteorologista Alexandre Nascimento é em relação à colheita no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul. “Deve chover mais do que o normal em fevereiro e março, coincidindo com a colheita da soja e isso pode trazer alguma dificuldade, principalmente para a soja tardia”, diz.

Região Nordeste

Os estados do Nordeste voltarão a ter condições climáticas melhores em 2017. A situação para a agricultura é muito boa, principalmente na Bahia e no Piauí. As previsões indicam que o verão terá chuvas e temperaturas favoráveis para a produção agrícola da região. “Não será o suficiente para reverter por completo as questões de reservatórios, não vai ser um ano que vai resolver os problemas do Nordeste”, afirma o meteorologista.

Região Norte

A falta de chuva que afetou o Norte do Brasil nos últimos anos não deve voltar a se repetir. Segundo Nascimento, a situação da região será completamente revertida em 2017. Uma das características da La Niña são as chuvas acima da média no extremo Norte do Brasil. “Uma situação infinitamente melhor que a [do verão] anterior”, diz Nascimento. “No Matopiba o verão será com calor mais ameno e mais molhado.”

Autor: Naiara Araújo
Fonte: SF Agro