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13/01/2017

Agro de Mato Grosso faturou R$ 70,97 bilhões em 2016

Algodão e soja, exatamente nessa ordem, foram as culturas que mais geraram renda para o produtor mato-grossense no ano passado, conforme o levantamento final realizado pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que divulgou ontem o Valor Bruto da Produção (VBP). Em 2016, o agro estadual somou R$ 70,97 bilhões em receita gerada da porteira para dentro das propriedades, ganho anual de 12% sobre os R$ 63,36 bilhões contabilizados ao final de 2015.

Apesar do avanço em volume de algumas culturas e na valorização da cotação, o Estado que é o maior produtor nacional de grãos e fibras ficou por mais um ano consecutivo na segunda posição do ranking nacional do VBP, liderado novamente por São Paulo, cuja receita somou R$ 66,14 bilhões. Ambos os estados tiveram o faturamento de 2016 sustentando pelo desempenho da agricultura, responsável por cerca de 80% do total, como ocorreu em Mato Grosso, por exemplo. O segmento da pecuária contribuiu com R$ 14,96 bilhões do total (R$ 70,97 bilhões) e a agricultura injetou o restante, R$ 56 bilhões.

Em relação aos produtos do agronegócio, que agregam também a produção de bovinos, aves, suínos, ovos e leites, a fibra e a oleaginosa, seguem na vantagem, já que na comparação com o contabilizado ao longo dos 12 meses de 2015, o resultado de 2016 mostrou faturamento superior gerado da porteira para dentro: de R$ 9,70 bilhões para 11,63 bilhões e de R$ 26,89 bilhões para R$ 31,53 bilhões, respectivamente.

O VBP, como define o Ministério da Agricultura, mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Ele é calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil, o valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Produtos – Além do algodão e soja, outras importantes culturas foram aferidas pela SPA/Mapa no Estado. Das cinco mais importantes (algodão, arroz, cana, milho e soja), todas elas tiveram ganhos na comparação anual em receita com 2015. O arroz passou de R$ 410,23 milhões para R$ 430,89 milhões, a cana de R$ 1,27 bilhão para R$ 1,36 bilhão e o milho de R$ 9,82 bilhões para R$ 9,84 bilhões.

No setor da pecuária, houve expansão, mas em percentuais menores. O faturamento com bovinos passou de R$ 10,24 bilhões para R$ 10,58 bilhões, a de suínos de R$ 732,57 milhões para R$ 765,38 milhões, a de aves, de R$ 2,04 bilhões para R$ 2,27 bilhões. As produções de leites e de ovos passaram de R$ 598,54 milhões para R$ 606,46 milhões, e de R$ 652,13 milhões para R$ 726,09 milhões.

O coordenador-geral da SPA/Mapa, José Garcia Gasques, os prognósticos para 2017 apontam para valorização de duas culturas que são justamente as mais cultivadas em Mato Grosso: soja e milho. Conforme ele explica, o cereal deve apresentar a maior variação, cerca de 27% e a soja, cerca de 2,9%.