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07/02/2017

4 dicas para monitorar pragas no milho, sorgo e milheto na segunda safra

De acordo com a Embrapa, o aumento da população de insetos ocorre por causa do uso intensivo de culturas, associado ao clima favorável.

Hora de plantar a segunda safra nas lavouras e também de monitorar as diferentes pragas que podem afetar o sistema de produção. De acordo com a Embrapa, nesta época, o milho, o sorgo e o milheto são opções para o produtor de grãos, silagens e sementes.

Segundo o pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo Paulo Afonso Viana, o aumento da população de insetos, em especial das lagartas, acontece em razão do uso intensivo de culturas, associado ao clima favorável. “Inicialmente, as lavouras são atacadas por lagartas que danificam a base do colmo das plantas. Posteriormente, ocorrem as pragas de hábito aéreo, que atacam as folhas, o colmo e as espigas”, diz.

1 – As pragas mais problemáticas

Uma das principais espécies de insetos-praga da fase inicial das lavouras de milho, sorgo e milheto é a lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus). Esta praga causa sérios prejuízos a essas culturas e a diversas outras das famílias das gramíneas e das leguminosas, principalmente quando ocorre um período de estiagem logo após a emergência das plantas.

Outras pragas que também merecem destaque, pela importância econômica dos danos que podem causar, são a larva-alfinete (Diabrotica speciosa), para o milho; a larva-arame (Conoderus spp., Melanotus spp), para o milho, o sorgo e o milheto; os corós (Diloboderus abderus, Eutheola humilis, Dyscinetus dubius, Stenocrates sp, Liogenys, sp.) e os percevejos barriga-verde (Dichelops furcatus e D. melacanthus), para o milho.

2 – Controle eficaz

Para fazer um controle mais eficaz e evitar danos econômicos, o produtor deve pensar no complexo de pragas do sistema de produção como um todo e monitorar a praga desde o início, nas diversas culturas. “Para isso é necessário conhecer o histórico da área a ser cultivada, identificando os principais problemas fitossanitários apresentados ao longo dos últimos anos”, explica o pesquisador.

3 – Monitoramento populacional

O segundo passo é realizar o monitoramento populacional da praga no campo e conhecer suas principais características biológicas. “É importante ressaltar que uma identificação incorreta do inseto pode acarretar insucesso nas medidas de controle”, afirma Viana.

4 – Pragas esporáticas

Existem outras pragas iniciais de ocorrência esporádica que também podem trazer prejuízos. As principais são a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), atacando a base do colmo da planta; a lagarta-rosca (Agrotis ípsilon), secionando o colmo; os tripes (Frankliniela williamsi), raspando o limbo foliar; e os cupins de hábitos subterrâneos dos gêneros Proconitermes e Syntermes, atacando as raízes. Em determinadas condições, essas espécies podem demandar medidas de controle antes de atingirem elevados níveis populacionais.​

Fonte: SF Agro