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Notícias

03/08/2017

A produtividade está na semente

Leonardo Machado, da Abrass, justifica a opção de muitos agricultores por sementes certificadas. Segundo ele, são mais confiáveis e de melhor qualidade, comparativamente às que são "salvas" pelo próprio produtor.

Dentre os insumos utilizados na condução de uma lavoura, existem os construtores da produtividade e os defensores desta produtividade. É claro pensar que os defensivos agrícolas, como o próprio nome diz, estão listados na classe dos defensores da produtividade. Porém, não adianta pensar em uma boa defesa sem a escolha correta dos insumos de construção do potencial produtivo da lavoura. Neste sentido, nenhum insumo contribui de forma tão expressiva para a construção de uma boa produtividade como a semente.

Além de trazer toda tecnologia do melhoramento genético – que por anos selecionou as melhores variedades para um alto desempenho produtivo –, a semente de qualidade originará uma planta saudável e resistente. Assim, iniciar a safra com uma semente duvidosa, sem a garantia e a qualidade proporcionada por uma semente certificada, é colocar em risco todo o ano agrícola de uma lavoura. Somente quando adquire este insumo de um produtor de sementes é que se torna possível obter garantias de qualidade e de origem. Tais garantias podem ser essenciais na busca por lucratividade em um ano com margens apertadas, como o atual.

A despeito dessa clara constatação, o número de produtores que lançam mão da utilização de sementes sem origem ou de uso próprio no plantio de suas lavouras ainda é expressivo. Mesmo diante da dificuldade que é produzir uma semente de qualidade – algo que o produtor de sementes investe grande esforço e capital, há agricultores que apostam na solução caseira de produção de sementes, ou pior, adquirem este importante insumo de uma fonte nada confiável, ou seja, uma semente pirata. Vale salientar que a semente comercializada por um produtor de sementes licenciado, além de atender todos os requisitos obrigatórios de qualidade e sanidade, atende aos requisitos edafoclimáticos das diferentes regiões de plantio. Este diferencial não é garantido pelas sementes de uso próprio ou, principalmente, pelas sementes piratas, uma vez que estas não levam consigo a garantia de origem, e podem obrigar o produtor a utilizar variedades de ciclo mais tardio, o que o expõe a grandes perdas com a ferrugem da soja. Assim, mais um risco pode ser somado ao agricultor que busca uma falsa economia para sua lavoura.

A Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass) continua a informar que a utilização de semente salva para uso próprio ou de semente pirata é um erro estratégico, tendo em vista que hoje a semente representa um custo entre 9% e 10% de todo o gasto que o sojicultor tem com a lavoura. Ou seja, pensar que a utilização de sementes salvas pode trazer uma “economia” de até R$ 100 por hectares é um engano, pois certamente este valor não cobre o risco da utilização de sementes com qualidade inferior.

Com a semente pirata, onde a “economia” é ainda menor, o risco estratégico é ainda maior, o que pode se somar pelo risco legal, uma vez que produzir, comercializar e utilizar sementes sem origem é crime, punido com duras multas. Além de tudo que foi citado, é importante destacar o diferencial do tratamento industrial de sementes (TIS) que só a semente certificada pode trazer. Com esta nova tecnologia, a prática da proteção inicial da lavoura é potencializada, uma vez que o tratamento industrial ganha em eficiência em relação ao tratamento “on farm”.

Assim, para não arriscar em um ano de margens apertadas como o atual, o uso de sementes certificadas é essencial para aumentar as chances do produtor no resultado positivo de sua atividade. Isso porque, quando o produtor compra uma semente certificada, ele está adquirindo um produto de qualidade, confiança e procedência.​

Fonte: Portal DBO